Paradigma dos semáforos

12 03 2011

Paradigma dos semáforos

Certas coisas o homem demora em quebrar o paradigma como, por exemplo, mudar o jeito de fazer as coisas. A Suíça foi o ultimo país a deixar de lado o telégrafo, quando viu que a internet era unanimidade. Nesta semana tivemos o caso do semáforo na ponte em Blumenau, parando os carros que entram na beira rio. O problema do transito local só piorou. O centro de Brasília não tem semáforo, assim como o centro de Gaspar (piorando na rodovia que atravessa, com uma série deles). Os urbanistas de certas cidades acham que semáforos resolvem problemas tráfego sempre. Sem falar que as lâmpadas dos semáforos comuns têm um dos mais altos consumos de energia elétrica. Na Europa já existem cidades que não usam estes semáforos, mas apenas com leds (light emitting diode), onde realmente seja necessário. Uma cidade deve ser replanejada periodicamente, conforme ele vai crescendo. Blumenau já está atrasada neste sentido. Como foi amplamente discutido num recente seminário com espertos no assunto, entre eles André Fialho , promovido pelo Santa/RBS, não se pode planejar pensando apenas no transito, muito menos somente nos carros. Mas vamos se concentrar um momento neste problema. O transito de uma cidade deve ser limitado, porque não se pode (como infelizmente fizeram em algumas grandes cidades) derrubar tudo para alargar avenidas. Alargar uma rodovia já é um problema, imagina uma avenida urbana! A solução começa no controle do fluxo dos veículos e na eficiência do transporte publico. No centro de Paris se vai de metrô, e o carro se deixa nos grandes estacionamentos periféricos. Onde não se tem metrô, como Curitiba, o ônibus tem pistas preferenciais e freqüência constante. Blumenau deve seguir o mesmo caminho, antes que se torne uma São Paulo (em caos de transito). Lombadas, rótulas, mão únicas e uma boa sinalização reduzem as velocidades e permitem um fluxo de carros entre uma rua e outra. Os pedestres merecem faixas seguras e passarelas. Desviar o fluxo do transito pode ser outra saída. Quem precisa ir da Velha ao Garcia – ou vice versa – não deve passar pelo Centro. Alguns problemas surgem onde se concentram grande numero de freqüentadores motorizados, como, por exemplo, uma grande indústria central ou uma grande universidade. Neste caso, uma das soluções é subsidiar a transferência da mesma para uma região melhor planejada; outra é deixar bem servida de transporte público. Deve-se pensar cada caso, analisando os pontos críticos da cidade e, principalmente, “orientar” os motoristas a usar seus veículos racionalmente. A regra principal para melhorar o transito é: Usar o transporte público deve ser mais rápido e mais barato que usar o carro. Mas podemos acrescentar ainda que o transito melhora com outras iniciativas: Estimular o uso do carro coletivamente ou carona; organizar terminais coletivos com estacionamento amplo; uso de poucos semáforos, e que sejam “inteligentes” (sensores percebem o fluxo de carros, se regulando quanto ao tempo); dar preferência a rotulas (rotatórias, rotundas ) e mãos únicas; Criar anéis viários, transporte fluvial, trem, metrô, viadutos, entre tantas alternativas.

Djalma Patrício


Ações

Informação

Uma resposta

17 03 2011
Jean Victor Zunino

Djalma,

Concordo plenamente com você. Moro há 23 anos em Blumenau e nunca vi o trânsito da forma como está hoje.
Moro no Salto do Norte e até mês passado estava trabalhando no Garcia(próximo ao terminal), em trânsito normal eu levava 1 hora para ir do salto do norte ao terminal do garcia, ás vezes até um pouco menos, mas teve dia que levei 3 horas para chegar em casa, geralmente levava 2 horas. Muitas vezes o ônibus super lotado e deixando as pessoas no ponto por não ter espaço para elas entrarem.
Então devemos analisar também: Por que muitas pessoas deixam de usar o transporte público para usar o próprio carro? Será que é pelos ônibus muitas vezes andarem super lotados ou então por nos deixar no ponto pois não tem lugar para entrar, ou talvez pelo fato do valor da passagem não compensar sair de ônibus?
Sabemos, claro, que quanto mais pessoas andarem com transporte público menor é o trânsito. Mas como ficará o transporte público?
Sobre os semáforos de Blumenau tenho um exemplo. Observei que o semáforo na vila nova que fica em frente ao minipreço, forma uma fila muito grande próximo ás 8:00(as vezes chega no Cedup), em sentido a escola agrícola. Após passar o semáforo não tem trânsito. Então essa semana estava analisando o por que: Percebi que o semáforo fica fechado para quem vai em sentido Rua Alm Barroso não sei por quanto tempo, mas para os carros que sai da Alm Barroso pegarem para o sentido a velha e para os carros que estão trafegando no sentido oposto(que vem da velha e vai para escola agrícola). Então eu me pergunto, porque não se altera o trânsito ali para quem quiser sair da alm barroso não poder crusar em sentido a velha, pois ai podem diminuir o tempo do sinal fechado, quem quiser ir para o sentido a velha deve fazer o contorno no trevo(na rua Júlio baumgarten), ou ir entrar na rua júlio Baumgarten, para sair na R. frei estanislau Schaette.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.